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Após furto em Emei mães pedem providências

Grupo de mães relata o clima se insegurança na unidade escolar e pede que segurança seja reforçada

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Na manhã de ontem (24), pais chegavam apreensivos na porta da Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) “Jayme Pansani”, na Vila Paraíso, com receio de que o final de semana tivesse sido de nova invasão. Mas tudo estava normal.

É que na quinta-feira (20), véspera do feriado, muitos voltaram para casa com os filhos, quando souberam que parte da fiação de energia elétrica e o botijão de gás tinham sido levados durante a madrugada. Com isso, iria demorar até as crianças receberem o café da manhã e a energia ser restabelecida. Uma das vans não tinha como voltar com as crianças, porque muitos dos pais trabalham, e o motorista esperou na porta da escola um pouco mais. Até mesmo o interfone comprado com dinheiro da APM (Associação de Pais e Mestres) havia sido arrancado do portão. Restos de entorpecente também foram encontrados na cozinha.

Mariane
Mariane

As mães contaram que essa é a 5ª vez que a escola é alvo de vândalos e ladrões. “Já levaram comida tanto pronta quanto itens da despensa. Na outra vez até pertences da sala de aula de uma das professoras foram levados. Até um rapaz fritando ovo lá dentro a Guarda já pegou”, disse um grupo de mães.

O medo e a insegurança têm, inclusive, afetado as crianças como contou a técnica de enfermagem Márcia Rodrigues Andrade Santiago. “Na quinta quando fomos embora o dia todo minha filha ficou me perguntando porquê roubaram a escola dela. Ela ficou preocupada com a professora e me dizia: ela vai ficar sozinha mamãe? É uma situação em que os pequenos também se envolvem”.

“Uma viatura poderia passar mais vezes aqui nos finais de semana, feriados e durante a madrugada, porque muitas vezes são pessoas do bairro mesmo que já conhecem a escola. Soubemos que anos atrás as escolas tinham alarme, mas que a Prefeitura parou de pagar porque era um gasto que não podia arcar. Mas um alarme poderia, sim, ajudar”, pediu a terapeuta ocupacional Juliana Neves Martins Calabria.

A cabeleireira Mariane Gracini dos Santos acredita que a escola fica frágil com os alambrados, principalmente nos fundos onde há um terreno vazio do reservatório de água do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). “Deveriam construir um muro não só para a segurança das crianças, mas também da escola porque a cerca e o portão são baixos e para esses invasores é muito fácil”, comentou a cabeleireira.

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Andamento

A secretária de Educação, Célia Maria Mamede, informou que uma porta de ferro já foi comprada para instalar na entrada do pátio interno da escola, que dá acesso à cozinha e às salas de aula. “Isso vai dificultar um pouco porque esse prédio tem sido alvo.”

Célia confirmou que até 2008 havia um sistema de alarme e monitoramento nas escolas e que com o tempo o contrato foi descontinuado. “Infelizmente, estamos tentando instalar novamente, mas quando chegam os valores e vemos o que temos de priorizar, não dá certo. O problema é a falta de recursos mesmo. Agora que a Secretaria de Saúde já conseguiu finalizar o sistema de monitoramento dos seus prédios, vamos tentar implantar nos nossos prédios”.

E esse  prédio não foi o único afetado. Durante o feriado houve invasões e furto de gás e comida na pré-escola do Jardim Planalto, do CAIC no Jardim Santa Terezinha e na creche do Jardim Esplanada.

O comandante da Guarda Civil Municipal, Claudemir Adorno da Costa, ressaltou que os guardas em serviço fazem o patrulhamento em prédios públicos e que, inclusive, reforçou em alguns locais onde há maior incidência. “Mas só passar na frente não é totalmente eficaz, inibe, mas o que é eficaz é o monitoramento. Assim como vamos fazer com os prédios da Saúde, assim que instalado o alarme vai soar na sede da Guarda e de imediato uma viatura mais próxima vai ao local”.

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