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Advogada pede para vereadores pressionarem

Janaína participou da sessão da Câmara atendendo ao requerimento feito pelo presidente da Casa

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A advogada Janaína Rodrigues Martini reforçou o pedido para que os vereadores pressionem os líderes de seus respectivos partidos políticos bem como os deputados federais que formam a bancada no Congresso Nacional para que votem contra as reformas Trabalhista e Previdenciária que estão sendo propostas pelo Governo Federal. Janaína esteve na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (22) usando a tribuna livre para explicar sobre os impactos das reformas caso elas sejam aprovadas na Câmara Federal, em Brasília (DF). “As duas reformas vão parar o Brasil, de verdade. Elas serão como um tiro na cabeça da nossa economia que vai regredir 100 anos na história. São reformas perversas e vergonhosas. Será a desgraça total de nossa economia”, previu.

Janaína construiu sua carreira advocatícia atuando na área trabalhista, principalmente na defesa dos direitos do trabalhador. Há mais de 30 anos atuando neste setor, ela fala com propriedade sobre os 100 artigos que tendem a ser modificados na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) com a reforma Trabalhista. “A CLT é de 1945, mas ela já se modernizou várias vezes desde então. Essas reformas não podem ser empurradas para nós goela abaixo. Senadores e deputados têm de sentir nos ombros o peso de jogar o nosso país na lama e na miséria”, disse ela.

sessao de caâmara tribuna livre janainaJanaína deixou claro que cabe aos vereadores o papel de cobrar e pressionar os deputados de seus partidos políticos para que votem na defesa do trabalhador. “A hora é agora. Vocês, vereadores, precisam fazer isso. Exijam de seus deputados e de seus partidos que se posicionem contra essas duas reformas. A queda na renda do trabalhador será bruta e absurda. Foram anos de luta para conquistar direitos e benefícios que agora querem jogar no lixo”, pontuou a advogada.

 

Terceirização

Janaína enfatizou que o principal risco que o trabalhador corre é com a terceirização que vai precarizar as funções do trabalho. “Vão mandar embora o funcionário que hoje recebe o salário de R$ 2.100,00, por exemplo, e vão contratar outro para fazer a mesma função recebendo R$ 1.100,00, sem plano de saúde, sem registro em carteira e sem limites para horas extras. Ou seja, voltaremos ao regime de escravidão”, comparou.

Com este cenário, Janaína enfatiza os reflexos que haverá na economia, já que o trabalhador não terá mais renda suficiente para pagar escola particular para o filho, ir à academia, almoçar com a família num restaurante, ir à manicure. “Será o caos. O trabalhador vai buscar no emprego o dinheiro para sobreviver com o básico do básico. Sem contar que 80% dos acidentes de trabalho acontecem nas empresas terceirizadas, porque elas não se importam com a segurança do trabalhador. Isso é muito grave”, lamentou.

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UNIÃO
Moreli quer mobilização dos trabalhadores

 Junto com a advogada Janaína Rodrigues Martini, também compareceu à tribuna livre o sindicalista e representante das centrais sindicais, Nelson Moreli. Os dois atenderam ao requerimento feito pelo presidente da Câmara Municipal, Luiz Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), para que explicassem sobre as consequências das reformas Trabalhista e Previdenciária no cotidiano do trabalhador.

Moreli ressaltou que a gravidade da situação que se aproxima é tão grande que resultou na união do movimento sindical em torno desta causa. “Todos os sindicatos juntos não é milagre. É porque a situação é séria mesmo”, completou.

Para Moreli, as duas reformas que estão sendo propostas pelo Governo Federal estão sendo bancadas pelo “capital” que investiu muito dinheiro para eleger esses deputados federais e estaduais e, agora, a fatura chegou, mas quem vai pagar é o trabalhador. “Essa reforma está sendo cobrada por quem tem muito dinheiro. Lembram-se do ‘patinho amarelo’? Ele é um dos que cobram estas reformas. É preciso ter um exército de desempregados nas ruas para suprir a mão de obra barata que o capital precisa e quer logo”, advertiu.

Em suas explicações ele ainda enfatizou que os trabalhadores precisam se organizar, sair às ruas, mobilizar-se, manifestar repúdio e unirem-se para combater essas propostas do Governo Federal, a fim de evitar que o sistema escravocrata retorne ao país. “Essa conversa fiada de que a reforma é ruim, porém, necessária porque, caso contrário, o país não anda, é tudo mentira! O Brasil anda e se desenvolve quando o trabalhador tem dinheiro para colocar em circulação e fazer a economia girar”, concluiu Moreli.

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